terça-feira, 21 de setembro de 2010

Inflação e setor bancário são desafios para crescimento da China, diz PBOC

Por Danielle Chaves, Agência Estado
 
Em relatório de estabilidade financeira, BC disse que o crescimento do crédito doméstico ainda está relativamente forte e o problema da ampla liquidez está novamente se tornando notável

Apesar do aumento na confiança econômica, a China ainda enfrenta muitos desafios para manter uma taxa de crescimento rápida e estável, incluindo riscos de inflação e possíveis problemas no setor financeiro, afirmou o Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), em seu relatório anual de estabilidade financeira.

O PBOC afirmou que alguns problemas no setor financeiro são "difíceis de ignorar". Em especial, existe a necessidade de melhorar o gerenciamento de riscos por veículos de financiamento do governo, que são entidades criadas por governos locais para tomar empréstimos do sistema bancário. A China deve começar o processo de securitização dos empréstimos dos veículos de financiamento de governos locais, disse o banco central.

A instituição comentou também que as condições monetárias frouxas na China podem criar riscos de inflação, bolhas no preço de ativos ou empréstimos ruins no sistema bancário. O crescimento do crédito doméstico ainda está relativamente forte e o problema da ampla liquidez está novamente se tornando notável, à medida que as condições econômicas externas melhoram, de acordo com o banco.

O amplo relatório também falou sobre os riscos para a recuperação econômica global. O escopo para mais estímulo por parte das grandes economias é limitado em razão de preocupações com a sustentabilidade financeira e com bolhas de ativos, disse o PBOC.

O banco central afirmou que grandes oscilações no valor do dólar podem afetar a recuperação econômica global. A rápida valorização do dólar pode pressionar os preços dos metais básicos, afetando economias dependentes de matérias-primas, enquanto uma rápida desvalorização do dólar pode levar a pressões inflacionárias globais, bolhas de ativos e instabilidade financeira, disse a instituição.

O PBOC observou que em todo o mundo a criação de liquidez está causando fortes fluxos positivos de capital de curto prazo em muitas "economias emergentes asiáticas". "Em muitas regiões isso está gerando aumentos de preço de ativos excessivamente rápidos, valorização excessiva na taxa de câmbio e acumulação de reservas estrangeiras", disse o banco.

O PBOC afirmou que a China vai manter sua atual posição de política monetária moderadamente frouxa e uma política fiscal ativa. O banco central disse ainda que vai aumentar a escala do uso do yuan em acordos comerciais internacionais e gradualmente aumentar os canais para que instituições estrangeiras obtenham e usem a moeda chinesa. O PBOC também vai agir para permitir que o yuan seja trocado diante de várias moedas menores no mercado de câmbio interbancário. 

Caros alunos de Finanças Internacionais, mediate o exposto acima, podemos considerar uma possível bolha chinesa ? Comentem e não esqueçam de mencionar o nr da matrícula.

Depois de dizer que ferrovia ia ligar "nada ao nada", Lula agora elogia Norte-Sul

Por Yara Aquino, Agência Brasil

Brasília - Ao visitar hoje (21) um trecho da Ferrovia Norte-Sul entre os estados de Goiás e do Tocantins, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou que fez críticas à obra quando ela foi lançada pelo então presidente José Sarney. "Essa obra foi lançada pelo presidente Sarney em 1987. Eu era deputado constituinte e, durante muito tempo, fiz críticas a essa obra dizendo que ia ligar o nada ao nada", disse Lula ao discursar de improviso.

Ao chegar ao governo em 2003, já convencido da importância do transporte ferroviário, Lula decidiu retomar a construção da Norte-Sul. "Em 17 anos essa obra andou apenas 215 quilômetros. Vários governos depois não se interessaram por essa obra e quando assumi em 2003 eu disse que era necessário retomar as ferrovias existentes. A primeira que tomamos a decisão de acabar foi a Norte-Sul", disse.

Após citar as obras de ferrovias planejadas e em execução, Lula destacou a importância do transporte sobre trilhos para baratear os custos da produção. "Tudo isso significa quase 6 mil quilômetros de ferrovias que pretendemos terminar até 2012, 2013. Isso é importante por que vai baratear o custo da produção, ajudar os produtores rurais, os empresários e significar desenvolvimento, que vai significar mais emprego, mais salário, mais poder de compra e a melhoria da qualidade de vida do nosso povo".

À tarde, o presidente Lula inaugura o trecho da Ferrovia Norte-Sul que liga o pátio multimodal de Colinas do Tocantins ao pátio multimodal de Palmas/Porto Nacional, com extensão de 256 quilômetros e investimento de R$ 1,1 bilhão. 

A distribuição como referencial do operador logístico

Comumente, a atividade de distribuição, do ponto de vista operacional, remete-nos à idéia de movimentação de materiais, os mais diversos, de um local de produção ou armazenagem, até o seu destino final que é o cliente.

Segundo Kotler (1999, p. 271), numa visão de marketing, afirma que “os canais de distribuição, são complexos sistemas comportamentais nos quais pessoas e empresas interagem para atingirem objetivos individuais, empresariais e do próprio canal”.

Já, para Magge (1977, p. 20), do ponto de vista da logístca, a melhor definição de canal de distribuição é: “a estrutura das unidades de organização dentro da empresa e de representantes e revendedores, atacadistas e varejistas”.

Estas duas grandes organizações de distribuição de mercadorias e produtos, os atacadistas ou clientes de 1ª camada da indústria e os varejistas ou clientes de 2ª camada, cujo enfoque principal é fortemente comercial. (ETTINGER, 2000, p. 34).

Contudo, os operadores logísticos vêm atuando na distribuição com muita força, oferecendo este serviço como um grande diferencial do seu mix, constituindo-se assim numa nova organização de distribuição, ou seja, além do desempenho  de atividades como manuseio de produtos acabados, gestão de estoques de pedidos e armazenagem, agora fazem, também, a entrega.

Segundo Bertaglia (2003, p. 131), “os operadores logísticos, por meio de alianças estrategicamente planejadas, que permitem à indústria, através de uma nova forma de se realizar negócios,  manter o foco nas suas competências,  estão conquistando uma parcela de mercado que tradicionalmente pertencia ao atacado e ao varejo.”

Um exemplo muito claro da atuação dos operadores logísticos em atividades de distribuição observa-se em situações onde a indústria procura avançar seus estoques, para regiões muito distantes da sua planta com o intuito de poder atender economicamente os clientes que lá se localizam, uma vez que, com referência ao que diz Ballou (1994, p. 40.), “os custos adicionais de estocagem são mais do que compensados, pelo menor custo global do transporte, o que acontece muito com relação ao nordeste brasileiro, mais especificamente na cidade do Recife – PE, onde se concentra atualmernte, um grande número de operadores logísticos.  Desta forma, as organizações de operação logística passam a ocupar lugar de destaque na cadeia de abastecimento, mais especificamente na distribuição. E, como consequência, o enfoque da comercialização, deixa de ser a principal característica de uma organização de distribuição, uma vez que o atacadista, além de distribuidor, é agente de compra e venda, e o varejista, é considerado um intermediário entre a produção e o consumo.

Em razão disto, uma nova característica, assim como a comercialização, torna-se sinônimo de distribuidor, a operacionalização praticada pelas organizações de operação logística. Vale lembrar que as transportadoras já estão entrando nesta seara, fazendo uso de suas estruturas, para atuar como distribuidoras.

Com fundamentação no disposto, pode-se hoje, classificar as organizações de distribuição, em três grandes grupos, os já, tradicionais: atacado e varejo e os operadores logísticos ou organizações de operação logística. E, ao que tudo indica, em breve poder-se-á mudar esta classificação, incluindo as organizações de transporte que passariam a ser o quarto grupo de organizações de distribuição.


* Alberto Possetti é professor de ensino superior na graduação e pós-graduação de Logística  da Fesp e outras. Engenheirro Civil, pós-graduado em Administração e doutor em Informática.

Fonte : Logística Descomplicada 
 
REFERÊNCIAS
BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2003.
BALLOU, Ronald H. logística empresarial. São Paulo: Atlas, 1994.
ETTINGER, Karl E. Distribuição e Vendas. São Paulo: Ibrasa, 2000.
KOTLER, Philip. Administração de Marketing. São Paulo: Atlas, 1999.
MAGGE, John F. Logística Industrial. São Paulo: Biblioteca Pioneira de Administração e Negócios, 1977

Eximbank x Exim-Brasil : O que significa isso ?

Por Carlos Araújo*

O Eximbank teve a sua origem em países desenvolvidos, e talvez o norte-americano seja um dos mais ativos no mundo.  Esta agência, que é independente, tem o objetivo de facilitar o financiamento de produtos e serviços americanos para exportação, suportando (ou absorvendo) os riscos de crédito que não estão no escopo do setor bancário privado.

O Eximbank americano pode oferecer garantias de até 100% das exportações, desde que contenha um índice de nacionalização de mais de 85%. Entre os benefícios para o importador, há as taxas de juros competitivas, mais favoráveis que as oferecidas pelo crédito doméstico, o financiamento sendo concedido diretamente ao importador em parcelas mensais e sem exigências de garantias.  Porém, isto é nos Estados Unidos.

E no Brasil? Como a criação do Exim-Brasil, a versão tupiniquim do banco de fomentos dos Estados Unidos, poderá beneficiar as exportações brasileiras?

Recentemente foi anunciado o Plano Nacional de Exportação (PNE), composto por várias  medidas de estímulos à exportação e a criação do Eximbank. Mesmo nascendo limitada e setorial, não resta dúvida que estas irão estimular as exportações e trarão equilíbrio ao saldo da balança comercial nos próximos anos.

Abaixo, os pontos do PNE:
As compras governamentais priorizarão os produtos nacionais,  desde estes não sejam mais que 25% mais caro que o importado, além de ter um índice mínimo de nacionalização, que ainda será definido.  O mesmo vale para os produtos que utilizem tecnologia nacional no seu desenvolvimento.

As autopeças importadas, que hoje gozam de um benefício de redutor no imposto de importação, serão tributadas normalmente, criando um estímulo à produção nacional.  Resta saber se as empresas brasileiras deste setor estarão preparadas.

A partir de agora, todos os exportadores brasileiros terão 50% dos seus créditos de imposto (PIS, Cofins e IPI) devolvidos pelo Governo Federal em até 30 dias, e o restante em até 5 anos, conforme sistemática atual. Estes créditos são auferidos toda vez que as empresas adquirem matérias-primas no mercado nacional, e não são compensadas em outras operações.

Para esta medida houve duras críticas de diversas e importantes entidades de classe, como a AEB e a CNI. A principal queixa é que ninguém do governo falou dos créditos tributários já devidos, tornando-se um verdadeiro calote oficial. Estimam-se que os exportadores possuam um montante de PIS/Cofins não devolvidos na ordem de R$ 10 bilhões.

Na esteira destas medidas, o incentivo aos exportadores que estarão no Simples é um formidável mecanismo de inserir as MPEs no processo de internacionalização.  A receita de exportação não será contada para a empresa ser enquadrada no regime, e o limite de receita para que as empresas se beneficiem deste regime será de R$ 2,4 milhões por ano.

Será criada também, uma seguradora pública que deverá ser parceira do setor privado.  Ela oferecerá garantias e cobrirá prejuízos que os exportadores venham sofrer.

Para beneficiar a compra de matérias-primas no mercado doméstico, será criado um drawback isenção. Assim, será possível que a empresa exportadora peça isenção da carga tributária na compra de matérias, baseando-se na exportação que já fez, desde que este material seja para a produção de bens que serão exportados no futuro.

Será criada uma linha de crédito R$ 7 bilhões para exportação de bens de consumo para financiar a exportação de bens de consumo duráveis.  Esta linha, inclusive, já foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional.

Além disso, será criado o fundo garantidor de Infraestrutura, com R$ 5 bilhões, e o Fundo Garantidor de Exportações será transformado em Fundo Garantidor de Comércio Exterior, podendo chegar a R$ 12 bilhões.

Por último, e não menos importante, será criado o Eximbank e terá o nome de Exim-Brasil. Nos mesmos moldes dos grandes “Exims” do Mundo, este será uma agência especializada em comércio exterior, que fará as operações de financiamento às exportações que normalmente não são cobertas pelo mercado, tipicamente de prazos mais longos. O Exim-Brasil será uma subsidiária do BNDES e já começa em plena atividade, gerindo uma carteira de US$ 13 bilhões

Como não poderia ser diferente, o plano trás consigo muitas dúvidas para a classe empresarial, a ponto de vários dirigentes de entidades importantes declararem que a classe empresarial não deveria ser ingênua.
Para eles, os problemas crônicos do país como juros altos, carga tributária elevada, uma péssima logística portuária e estradas em péssimas condições não podem serem resolvidos com apenas estas medidas.  É preciso muito mais para criar valor nos preços dos produtos brasileiros e esta nação ter tradição exportadora

O primeiro passo, parece, foi dado.  É preciso muito mais.

* Carlos Araujo é coordenador e prof. de Comércio Exterior do CETFAESA

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Barnabé Bagres garante a expansão do porto

Noticiário cotidiano - Indústria naval e Offshore
Seg, 20 de Setembro de 2010 08:15
De São Paulo - Depois do vazamento da BP, no Golfo México, empresas do setor de petróleo que operam no Brasil começaram a se preocupar com o que estão chamando de "risco Petrobras". Não se trata do risco de um vazamento semelhante na costa brasileira. Mas de um temor de que Brasília siga o exemplo do presidente americano, Barack Obama. Após o acidente, Obama declarou uma suspensão de novas atividades petroleiras no Golfo durante seis meses. Para evitar perdas que poderiam ser causadas por uma moratória como a de Obama, as empresas estrangeiras com operações no Brasil já estão tentando fazer um seguro para o risco Petrobras. "Essa é uma preocupação que os estrangeiros do setor passaram a ter no Brasil depois do caso da BP", diz Keith Martin, da Aon.

A Aon no Brasil, diz Martin, já fez uma cotação para uma empresa do setor petrolífero. "Pediram uma apólice bastante alta, de US$ 200 milhões, para o caso de um eventual rompimento de contrato por parte da Petrobras. O prêmio ficou em 1% desse valor", disse. O negócio não foi fechado ainda. Martin crê que coberturas assim estejam sendo negociadas no mercado de seguro europeu.

Outro risco associado ao Brasil é a violência. "Há dois anos, uma empresa do norte da Europa nos procurou dizendo que tinha planos de se instalar no Brasil", lembra Geert Aalbers, da Control Risks. Em geral, os europeus são muito cautelosos quando se trata de riscos de segurança. A empresa, que Aalbers preferiu não identificar, fabrica bens de consumo bastante visados e o medo era em relação ao roubo de carga e à exposição de seus funcionários. "Treinamos o pessoal deles, criamos procedimentos internos para o transporte das mercadorias, orientamos o emprego de dispositivos contra roubo nos caminhões", diz. "Eles acharam os riscos gerenciáveis e estão instalados aqui."

Quanto ao risco político, essa não é mais uma preocupação de multinacionais e investidores que consultam empresas de risco quando falam de Brasil.

(Fonte: Valor Econômico/MS)

Localizada fora dos limites atuais do chamado porto organizado - e por isso, livre da jurisdição da Codesp - a área de Barnabé Bagres quase dobrará o tamanho do Porto de Santos, acrescentando um novo horizonte para construção de empreendimentos em Santos e Guarujá (respectivamente as margens direita e esquerda do complexo).

O limite do porto organizado é uma linha imaginária e sua ampliação depende de um decreto presidencial. Hoje, o parâmetro é o paralelo 23º54'48" que corta a Ilha dos Bagrinhos. Para incorporar Barnabé Bagres, essa reta será substituída por uma poligonal. Atualmente, o processo está em análise na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que não vê embaraços na ampliação do porto.

O único senão para cravar o novo limite, explica o superintendente de Portos da autarquia, Giovanni Paiva, é uma área da Aeronáutica que originalmente seria incluída no novo desenho, possibilidade agora descartada porque deverá ser usada como base de fiscalização para as operações do pré-sal. "Até o fim de outubro isso deve estar definido", disse o superintendente.

Segundo o presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra, a expansão do porto organizado não significa necessariamente que os terrenos privados daquela região serão desapropriados. É antes um sinalizador ao mercado de que, diante do atual esgotamento de terrenos no complexo, o porto tem para onde e como crescer no futuro.

Mas Serra adianta que menos de 60% do 7,8 milhões de metros quadrados a serem agregados poderão ser utilizados na atividade portuária em razão de limitações ambientais - a vegetação de Barnabé Bagres é de mangue. De toda forma, pondera que as restrições não podem ser totais. "Ninguém vai me convencer que uma área tem uma classificação ambiental de um lado (margem direita) e outra completamente diferente do outro (margem esquerda). Ainda assim, supondo que seja uma região intocada, a questão que se coloca é a seguinte: O Brasil precisa continuar crescendo, as cargas precisam continuar migrando", afirmou o presidente da Codesp.

Para Serra, dado que novos terminais e portos têm de atender a demanda projetada para o Brasil, investir em Barnabé Bagres é mais racional também sob o ponto de vista ambiental do que erguer instalações em outras regiões completamente virgens. E cita o exemplo da BTP, que investiu pesado para zerar um passivo ambiental num terreno onde existia um lixão. Sobre ele, inicia nos próximos meses a construção de um terminal multiuso orçado em R$ 1,2 bilhão.

(Fonte: valor Econômico/FP/de Santos)

MSC processa donos do Khalija 3



Fonte: Guia Maritimo
Acessado em 20/09/2010
A MSC (Mediterranean Shipping Co) irá processar o proprietário do graneleiro Khalija 3, que colidiu com uma das embarcações da companhia, provocando um acidente que fechou o maior complexo portuário indiano por quase uma semana, de acordo com o CEO da representação indiana da empresa, Deepak Tewari.

O executivo insistiu: "O MSC Chitra foi uma vítima inocente nesta colisão. Iremos processar os donos do Khalija 3, uma vez que a investigação terminou. Iremos levar o caso até o fim, para reparar todas as perdas e danos criados por este acidente."

Para Tewari, as informações obtidas no registro de viagem provariam que a embarcação da MSC não teve culpa no acidente, e que estava no lado correto do canal em acordo com as regras vigentes de navegação.

O Khalija 3 é de propriedade da Gulk Rocks, baseada em Dubai, e administrado pela Quadrant Maritime da Índia. Ninguém na Gulk Rocks pôde ser encontrado pelos contatos da empresa.

O diretor acrescentou que as operações para conter o vazamento do óleo finalmente terminaram, cinco semanas após o choque entre as embarcações no mês dê agosto, que levou ao fechamento dos portos de Mumbai e Nhava Sheva enquanto esforços eram feitos para minimizar o vazamento e a perda de um número entre 250 a 300 contêineres.

Rebocadores especializados estão circundando o MSC Chitra, equipados com sistemas anti-derramamento de óleo que detectam a origem do vazamento e dispersam o combustível, evitando que o problema se alastre. A embarcação carregava 2.662 toneladas de óleo pesado e 245 de óleo diesel, e o acidente teve um profundo impacto negativo no ecossistema marinho do local.

Equipes de Cingapura têm vasculhado a área entre Mumbai e Srivardhan para localizar cargas com substâncias perigosas. Oito de nove recipientes com material tóxico ainda não foram encontrados. Ao todo, 189 contêineres permanecem desaparecidos. 51 recipientes de 40 pés foram reavidos no porto de Mumbai, utilizando equipamentos importados da Holanda, UK e Cingapura, conforme informou Tewari. O acidente custou para a MSC US$ milhões até o momento.

domingo, 19 de setembro de 2010

Modal marítimo deve ser explorado

Com mais de dez mil quilômetros de costa marítima, mas com o transporte de cargas internas realizado praticamente pelo modal rodoviário, o Brasil começa aos poucos a discutir e a buscar os meios adequados para dinamizar e expandir o transporte de cabotagem - movimentação de cargas entre portos de um mesmo País. Para tanto, muitos fatos, ou remadas, ainda precisam ser dados para quebrar, inicialmente, a cultura do caminhão, que subsiste apesar das péssimas condições das estradas brasileiras.

A observação é do consultor e professor de logística, Heverson Inamar Souza, para quem o transporte de cabotagem não crescerá sozinho, sem antes assegurar uma maior interface com os modais rodoferroviários e até aeroviário. Nesse sentido, ele aponta a necessidade de se melhorar os acessos aos portos para caminhões e trens; bem como equipá-los com melhor estrutura de logística, com equipamentos modernos para agilizar os procedimentos de carga e descarga, além de uma legislação mais ágil e menos burocrática. "Continuamos a praticar o intermodalismo, em vez do multimodalismo", alerta Souza.

Palestrante da Feira de Transporte Intermodal e Logística (Transmodal Brasil) que transcorre até amanhã, em Fortaleza, ele avalia ainda que as relações trabalhistas também precisam ser melhor discutidas, como forma de melhor capacitar e elevar a produtividade dos trabalhadores portuários.

Mar calmo

Souza ressalta no entanto, que nem tudo é só dificuldades e que muitos dos problemas poderiam ser facilmente resolvidos, tendo em vista a boa disposição e localização dos portos brasileiros. "Nossos portos são de fácil acesso, nosso mar é calmo e o clima é bom e sem intempéries, o que torna a navegabilidade mais segura e tranquila", (em relação ao transporte rodoviário), ressalta o professor.

Apesar de tudo, reconhece que "as tarifas portuárias ainda são muito elevadas" e os custos para transporte de cabotagem entre portos de uma mesma região também não são ainda, competitivos. "Mas entre regiões, em distâncias maiores, os custos se diluem e pode se tornar mais competitivo", defende.

Opinião semelhante tem o diretor da Transmodal, Feliciano Monte Ramos, para quem a interface entre os vários modais beneficiará a todos, à medida em que favorece a ampliação do volume de cargas transportadas. "A melhoria do ferroviário favorece até as transportadoras, que podem operar em trechos menores, a partir da criação dos centros de distribuição", diz.

Fonte :
Diario do Nordeste